Monday, December 15, 2014

Dez Anos de Bloguer

Coelho Amarelo
Como uma Fénix que não renasce das cinzas

Azul, cor da água, do céu, do calmo e da esperança. Água de onde a vida se proliferou, vinda do azul celestial depois de uma viagem longa, mais longa que qualquer viagem alguma vez feita. Vida que das chamas se ergueu para nelas voltar como uma Fénix que não renasce das cinzas. Não, não é aí que chegámos, nem iremos chegar. A Pomba Azul, a esperança, o futuro, a paz. Aquela luz que brilha no horizonte, tal como a estrela Polar guiou as velhas Naus dos descobrimentos, como coelhos na toca, nós agora ascendemos a uma nova realidade de um azul vivo e pacífico que nos guia eternamente, até á ultima chama se apagar, e a Fénix voar o seu último voo.
Manifesto Blue Dove

Dez anos. Faz hoje dez anos que publiquei o meu primeiro artigo na blogosfera. Era 15 de Dezembro de 2004, uma noite de quarta-feira não muito diferente de uma outra qualquer. A minha presença online resumia-se a dois sites, o Coelho Amarelo e o Paleo World, o primeiro criado como página pessoal dedicada à minha turma do Secundário, e o segundo como um projecto de uma base de dados sobre as diversas espécies de Therizinosaurus até então descobertas.

Dias antes tinha criado o Blue Dove na plataforma de blogues do Sapo. A ideia, e o nome, surgiram de uma breve prosa incoerente que escrevi para o Coelho Amarelo. Por entre essas linhas nasceu a ideia de criar um blogue, um conceito que na altura ainda não compreendia por inteiro. Dei-lhe o nome de Blue Dove, procurei online por um logótipo que se adequasse a ele, e escolhi um layout azul com aspectos marítimos, entre os templates do Sapo.

O Blue Dove durou pouco mais de um ano, com mais de cinquenta artigos publicados. Este blogue foi, ao longo de 2005, o meu diário pessoal, o meu porto de abrigo onde escrevia sobre tudo e mais alguma coisa. Foi lá que escrevi os meus primeiros contos, as minhas primeiras histórias, os meus primeiros poemas. Foi lá que nasceram rubricas como O 23 e Querido Diário, que ainda hoje se mantêm vivas neste espaço.

Foram dez anos e Quatrocentos e Quarenta e Quatro posts, divididos por sete blogues. O Blue Dove, o Story Writer, a Antologia do Eu, e o 25 de Julho, há muito já extintos, sobrevivem hoje no arquivo do A Flock of Blue Doves. O único, além deste, e do Mercúrio do Porto, que ainda mantenho activo, embora sem a periodicidade que, apesar de errática, o No Sense of Reason continua a praticar.

O meu primeiro artigo na blogosfera não foi um extenso ensaio filosófico, nem tão pouco uma crónica do dia-a-dia. Não foi um poema, ou um conto. Não foi uma entrada de diário, nem tão pouco possuía algo de intimamente pessoal. Não. O primeiro texto que alguma vez publiquei era sim, sobre o Sporting CP. Um breve esclarecimento sobre como funcionava a classificação da Liga que, à data, não estava a ser respeitada pelos jornais desportivos.

Na altura não havia facebook, nem twitter, não havia outra forma de publicar um pensamento maior que uma simples frase. E o IRC ou o MSN Messenger não eram os locais ideais para o fazer. Entrei na blogosfera por sentir falta de espaço. Pela necessidade de dizer algo mais, de projectar uma ideia e concretizá-la. Sem qualquer limite de caracteres ou espaço, e eventualmente, com a possibilidade de a alimentar com imagens, som e até mesmo vídeo.

O Blue Dove nasceu de uma necessidade, mas mantém-se ainda hoje vivo por algo bem mais profundo. Não é um simples blogue extinto, é uma Fénix renascida. Com uma nova vida, um novo design, um novo conceito. Hoje não é uma Dove solitária, mas sim uma Flock of Blue Doves.

Dez anos passaram e continuo a escrever. Para mim, para outros. Para quem quiser e gostar de me ler. Escrevo porque sim. Porque gosto. Porque não há sentido, ou razão. Apenas porque escrevo.

Quatrocentos e Quarenta e Quatro posts, entre Crónicas, Introspecção, Contos, Poemas, Momentos, Notícias, Reportagens, Vídeos e Imagens. Foram projectos que ficaram pelo caminho. Foram textos que ficaram por escrever. Foram datas que ficaram por assinalar. Foram dez anos. Vão ser muitos mais.

Hoje é dia 15 de Dezembro de 2014. Há dez anos publiquei o meu primeiro artigo no meu primeiro blogue. Hoje, escrevo mais uma página num livro sem sentido. Perpétuo, infinito, eterno. Tão contínuo e constante como qualquer linha sem senso, nem razão. Pois faço hoje dez anos, mas serão ainda muitos mais.

Believe in me, and I’ll believe in you!

Thursday, September 19, 2013

Intervalo. Pausa. Revisão.

Cartoon
Ao longo dos últimos meses aceitei o desafio de rever e reeditar todos os artigos que foram publicados no meu primeiro blogue, o Blue Dove. Quarenta e nove publicações, ao longo de pouco mais de dois meses, deram uma nova vida a crónicas, contos, poemas, artigos de opinião e curiosidades, escritas há mais de oito anos, mas ainda bastante actuais. 

Mas estes textos precisavam de um novo espaço. Não bastava serem revistos. Como o meu velho blogue já não existia, decidi criar um novo. A Flock of Blue Doves. Um novo espaço. Um novo design. Um novo blogue que não ia apenas limitar-se a ser um arquivo para algumas palavras há muito esquecidas nos recantos da minha memória, mas sim um espaço que ambicionava aglomerar todos os contos, poemas e notícias escritas nos blogues Story Writer, Antologia do Eu e 25 de Julho

Precisei de mais dois meses para recuperar as publicações dos últimos seis anos de vida destes blogues. Essa tarefa terminou no passado dia 15 de Setembro com a reedição do conto “L’Heure Bleue”, o último a ser publicado no Story Writer. Nos últimos dias, o novo Blue Dove já teve as suas primeiras actualizações inteiramente originais. Um poema, e o primeiro capítulo de uma crónica de viagem em formato ficcional que retrata os diversos episódios da Eurotrip que fiz no Verão de 2010

O renascimento deste novo blogue, motivou também uma reorganização dos blogues No Sense of Reason e Mercúrio do Porto. De cara lavada, com novas secções, e um novo design, atraente e uniformizado para os três representantes da minha blogosfera. Contudo, esta mudança não pode ser apenas estética.

Com sete anos de existência, e 243 artigos publicados, o No Sense of Reason é um blogue visitado diariamente por dezenas de utilizadores. Não são apenas os textos mais recentes que os atraem, mas sim a vasta gama de temáticas, histórias, e crónicas publicadas ao longo destes anos. Algumas delas, retratos de um tempo caracterizado por uma menor qualidade de escrita, e algumas falhas na revisão, e na própria formatação dos artigos. 

Finalizada a reedição do Blue Dove, e dos restantes blogues, que nos últimos dias fecharam portas, resta-me agora fazer uma merecida pausa de duas semanas na reestruturação da minha blogosfera. Quando regressar, o novo desafio passa pela revisão de cada um dos artigos publicados no No Sense of Reason e anteriores a Janeiro de 2012. 

Esta nova fase vai consistir na revisão e reedição de textos, na devida creditação das imagens e fotografias publicadas, na substituição de links e vídeos desactivados, e no upload de alguns vídeos para o meu canal do Youtube. Tal como acontecia com A Flock of Blue Doves, vou reeditar um artigo por dia, de domingo a quinta-feira. 

O blogue vai continuar a funcionar de forma normal, com a regular publicação das minhas crónicas editadas na revista Her Ideal, das colunas tradicionais como o Regresso do 23, ou As Terras do Meu Verão, assim como um ou outro artigo de opinião, ou de reflexão, que poderei vir a escrever, à medida que as ideias me forem surgindo.

A Flock of Blue Doves entra agora numa nova fase. A partir de hoje passa a ser um blogue dedicado exclusivamente à minha escrita criativa, nomeadamente, contos e poemas. Semanalmente, vou tentar publicar um novo capítulo das crónicas da minha Eurotrip.

Estejam atentos à minha blogosfera para não perderem as próximas novidades, e preparem-se para embarcar numa viagem nostálgica sob a bandeira de No Sense of Reason

Believe in me, and I’ll believe in you!

Wednesday, January 25, 2012

Os Jovens Gostam de F*der?

Em 2005 escrevi uma crónica no meu antigo blogue com o título Os Jovens Não Gostam de F*der, nela falava sobre como era cada vez mais habitual os jovens banalizarem o sexo ao ponto de o tratarem como um mero alívio de desejos físicos, retirando o amor e qualquer sentimento da equação.

Limitar o acto sexual à simples concretização do prazer físico retira todo e qualquer valor ao gesto de entrega à pessoa em questão. Não há emoções, não há uma continuidade de desejo, não há um interesse pela descoberta da essência da outra pessoa, e de ambos como uma unidade. Há apenas um vazio, um orgasmo forçado, um sentimento de que ambos apenas foram usados à falta de melhor.

Sete anos passados desde a publicação desse artigo, embora a minha opinião se mantenha, não vou tão longe ao ponto de afirmar que os jovens não gostam de f*der, porque a verdade é que gostam e muito, contudo, a grande maioria não sabe fazer amor, se é que alguma vez o fez.

Nas inúmeras conversas que já tive com pessoas popularmente promíscuas, sem contar com os casos de ninfomaníacos diagnosticados, as respostas à pergunta sobre porque o fazem é sempre a mesma: “É diversão, ambos sabemos disso, não há problema”.

Curiosamente essas mesmas pessoas volta e meia afirmam que por mais “divertida” que essa vida seja, no fim do dia acabam por se sentir sós, por sentir a falta de algo mais, de poderem estar com alguém que não desapareça na manhã seguinte. Alguém que é apenas sua, alguém que sejam capazes de amar, alguém com quem o sexo não seja apenas um acto físico, mas sim a máxima ilustração do amor que sentem um pelo outro. 

Por mais tentador que o desejo seja, a sua própria definição martiriza-nos a um fim decepcionante. Apenas desejamos algo que não temos, depois de o conquistarmos já não precisamos de o desejar, o desejo morre e o prazer perde-se numa efémera desilusão. Já o amor é algo mais sólido, mais duradouro, uma ligação que vive além da simples paixão, algo pelo qual vale a pena lutar, e que, quando é verdadeiro, nos dá mais prazer que o mais selvagem dos desejos.

Por mais intenso que o sexo seja, o real momento de felicidade não acontece durante o orgasmo, mas sim depois, quando a seguramos nos nossos braços e ambos os nossos corações batem como um. Quando nos perdemos no olhar da outra pessoa e naquele momento sabemos que a amamos. Não há melhor sentimento que esse.

Não importa o número de parceiros ou a quantidade de sexo. É muito melhor o calor da pessoa que amas, quando ao fim de dez anos juntos continuam a sentir o mesmo que no primeiro dia, do que partilhar a tua cama com uma pessoa diferente todas as noites e sentires o frio do teu quarto na manhã seguinte.

Embora não compreenda como essas pessoas conseguem agir assim, aceito-as como elas são, acreditando que um dia possam ser capazes de concretizar a vontade, que por vezes demonstram, em encontrar algo pelo qual valha a pena lutar. Como alguém me disse há pouco tempo: “Não me faz diferença que outras pessoas o façam, mas eu não funciono assim”.

Sunday, January 17, 2010

Quatro Anos Sem Sentido

Como uma Fénix que não renasce das cinzas
Azul, cor da água, do céu, do calmo e da esperança. Água de onde a vida se proliferou, vinda do azul celestial depois de uma viagem longa, mais longa que qualquer viagem alguma vez feita. Vida que das chamas se ergueu para nelas voltar como uma Fénix que não renasce das cinzas. Não, não é aí que chegámos, nem iremos chegar. A Pomba Azul, a esperança, o futuro, a paz. Aquela luz que brilha no horizonte, tal como a estrela Polar guiou as velhas Naus dos descobrimentos, como coelhos na toca, nós agora ascendemos a uma nova realidade de um azul vivo e pacífico que nos guia eternamente, até á ultima chama se apagar, e a Fénix voar o seu último voo.
Manifesto Blue Dove

Faz hoje quatro anos desde o último voo de Blue Dove. A revolução dos Coelhos Amarelos, há muito esquecida nos teares do tempo, permanece nas sombras a preparar discretamente o dia que todos nós ansiamos. Mas hoje não é esse dia.

Há precisamente quatro anos dei início a este novo projecto. Um simples blogue com um propósito não muito diferente do velhinho Blue Dove, mas que ao contrário do seu antecessor sobreviveu aos testes do tempo e permaneceu até hoje como a principal montra da minha criatividade, das minhas emoções, e das pequenas coisas que gosto de partilhar com o resto do mundo.

O projecto No Sense of Reason viu nascer mais quatro blogues. De uma simples plataforma onde tudo e mais alguma coisa podia ser divulgada, nasceu um novo universo. Uma pequena blogosfera temática que trouxe alguma ordem, e um novo propósito ao extenuante caos sem sentido, tão característico deste espaço.

Rubricas como Querido Diário transitaram inalteradas desde o blogue anterior, mas outras como No Comment, ou Confessionário, foram criadas para aos poucos ocuparem um vazio criativo que de tempos a tempos afecta qualquer Fénix demasiado conformada com a sua inevitável mortalidade. Algumas tradições como a apologia do esquecido 23 de Dezembro, já são hoje pequenos marcos deste blogue, momentos que ano após ano são ansiosamente aguardados pelos seus poucos seguidores.

Finalmente, sem nunca descurar a ténue relação iconológica entre a mitologia dos New Order e a existência deste blogue, deixo-vos com uma música cujo simples título transmite a mensagem que melhor identifica o universo No Sense: We’re Here to Stay.

Sunday, January 11, 2009

Renovação do Universo No Sense

Prestes a completar três anos de existência, é altura de renovar o modelo dos blogues do Universo No Sense. Renascido das cinzas do velhinho Blue Dove, somam-se já 88 artigos publicados neste blogue, com a regularidade de pelo menos um por mês – excepções feitas a Setembro de 2006 e a Novembro de 2008. Com o passar dos anos, o No Sense viu surgir três blogues associados, e mais recentemente presenciou a estreia do Mercúrio do Porto, o primeiro blogue noticioso e desligado da rede No Sense.

O início deste novo ano mostrou-se como a altura perfeita para reorganizar, e renovar, a estrutura dos blogues que nos últimos anos têm servido de espaço para a publicação de pensamentos, opiniões, notícias, trabalhos e ficção.

Mas vamos lá ao que interessa. Todos os blogues vão sofrer alterações a nível de design, nomeadamente, o menu lateral direito será reformulado de forma a que todos possuam os mesmos widgets, fora aqueles particulares a cada blogue.

As alterações a nível editorial são as seguintes:

  • Será reforçada a componente de opinião, funcionando como blogue de apoio e de promoção dos restantes blogues, sendo que, fora artigos publicados antes de Janeiro de 2009, não haverá repetição de artigos entre nenhum dos blogues do Universo No Sense.
  • Este blogue servirá ainda para a exposição de trabalhos académicos, desde que não sejam de natureza noticiosa.

  • Este espaço vai manter a função inicial de blogue para exposição de prosas e demais obras de ficção.

  • Continuará a ser um blogue lírico.

  • Ao contrário do que seria de esperar não cairá em desuso sendo-lhe agora atribuída a denominação de blogue noticioso, onde serão colocadas todas as notícias referentes a Ovar.

  • Mantém o propósito inicial de blogue noticioso.
  • A possibilidade de uma segunda edição impressa ainda continua em aberto, contudo mostra-se pouco provável.