Estou perdido.
Perdido na ânsia do teu ser,
Perdido no momento de te ver.
Estou perdido.
De que vale sentir,
Após te ver partir.
Mas quem parte,
Sou Eu.
Estou Perdido.
Sem Norte, Nem Sul,
Sem lugar para estar.
Para viver, para te amar.
Estou Perdido.
Num céu sem Terra,
Sem nuvens, sem ar.
Sem saber onde te procurar.
Estou Perdido,
Perdido por algo,
Algo, que não se encontra.
Duvido da sua existência,
Enquanto me perco.
Estou Perdido,
Afastado da minha própria existência.
Estou Perdido.
Thursday, June 21, 2007
Friday, April 20, 2007
Estarei vivo?
Será a vida nada mais que um céu? Um Inferno?
Uma estranha espécie de limbo?
Não respiro, não sinto, o meu coração não bate.
Estarei morto?
Se a morte é pensar, falar e agir, o que é viver?
Nada sei, pois não sei responder a esta pergunta.
A vida é uma música que não podemos ensaiar,
Mas se não sei sobre o que cantar,
Como vou viver?
Se a vida é um palco e somos todos artistas,
Estarei morto por não saber actuar?
Se a morte é como a vida, como sei onde estou, ou o que sou?
Porquê o medo? Porquê o desconhecido?
Se o desconhecido é aquilo que se conhece,
Como continua a ser desconhecido?
Nada é nada, e tudo é tudo,
Mas e se tudo for nada, e nada for tudo?
O que acontece?
O meu concerto vai a meio,
Uma corda da minha guitarra parte-se,
Tenho que cantar, mas nada sai da minha voz.
É isto viver? É isto morrer?
Há alguma diferença?
Se não vivesse, onde estava?
Se não morresse, onde estava?
Se...?
Se...?
Sunday, February 18, 2007
Sunday, December 03, 2006
Did you know you made me die?
Agora durmo,
Numa imensidão do teu antes.
Daquilo que nunca foi,
De ti, que nunca serás.
Agora durmo,
Perdido num limbo de nada.
Nas memórias de algo,
Que não existe, nem existiu.
Agora durmo.
Penso em motivos,
Perdidos no seu tempo,
Escondidos para sempre de ti.
Agora durmo,
Porque não me deixaste acordar.
Friday, March 10, 2006
O Futuro
Nevoeiro encoberto,
Longínquo Fervor.
Nada para temer,
Nenhum medo para ter.
Futuro, palavra indistinta.
Sem sentido, ou vontade.
Perfeita desnecessidade,
De uma missão extinta.
Longitude horizontal,
Cá num canto de Portugal.
Olhos de Europa perdida,
Futuro incerto, de uma morte desmedida.
Futuro deste, ou daquele.
De mim, ou de ninguém.
Que adianta procurar nele,
A inexistência de alguém?
Futuro, palavra maldita.
Sol de inverno porvir.
Primavera, daquela que foi bem dita.
Sem rumo, ou direcção, de onde partir.
Futuro, que te procura.
Quer-te, e tem-te.
Não há nada a fazer,
Apenas nada a temer.
Longínquo Fervor.
Nada para temer,
Nenhum medo para ter.
Futuro, palavra indistinta.
Sem sentido, ou vontade.
Perfeita desnecessidade,
De uma missão extinta.
Longitude horizontal,
Cá num canto de Portugal.
Olhos de Europa perdida,
Futuro incerto, de uma morte desmedida.
Futuro deste, ou daquele.
De mim, ou de ninguém.
Que adianta procurar nele,
A inexistência de alguém?
Futuro, palavra maldita.
Sol de inverno porvir.
Primavera, daquela que foi bem dita.
Sem rumo, ou direcção, de onde partir.
Futuro, que te procura.
Quer-te, e tem-te.
Não há nada a fazer,
Apenas nada a temer.
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