Friday, June 27, 2008

Faça o favor de entrar

Imagem DR
Está o Ministério da Educação a promover o facilitismo na realização dos exames nacionais?

Foi com alguma estranheza que nas últimas semanas segui o habitual drama dos alunos do 12.º ano a queixarem-se das "habituais dificuldades" em fazer o exame nacional de Matemática.

Que há de estranho nisto? Bom, desta vez as queixas incidiram sob a facilidade com que eles conseguiram realizar o exame. Mas isto não é mero paleio de estudantes membros da dita "geração rebelde" cuja única preocupação passa por ser o mais fútil possível. Não. Professores e Matemáticos vieram a público afirmar que o exame era composto por perguntas básicas, prevendo-se uma possível subida considerável das médias desta disciplina, que é muitas vezes considerada como o quebra-cabeças dos Portugueses.

Não tive oportunidade de ver este exame, mas confirmando-se esta situação a única coisa que pergunto à Senhora Ministra, é o porquê de não terem promovido estes facilitismos no ano em que eu fiz este exame, assim como em todos os anos que me precederam.

Mas o que realmente me fez pensar que o Ministério possa estar a tentar facilitar o acesso dos alunos do secundário ao ensino superior, foi o exame nacional de Biologia e Geologia.

Esta tarde, por mera curiosidade, decidi ver o exame de Biologia e Geologia, para ver se ainda me lembrava de alguma coisa. Decidi responder às questões. Fiz o somatório dos meus resultados e consegui a incrível classificação de 12,5 valores.

Quando andava no 11.º ano – isto já há três anos atrás – esse exame ainda não existia, contudo, eu fiz um exame de equivalência à frequência desta disciplina para subir a nota, no qual tirei 19,3. Podem então pensar que piorei bastante, mas vamos lá dar uma olhadela aos factos.

A matéria que saiu naquele exame abordava temas sobre os quais não sou avaliado há três ou quatro anos. Estou neste momento a frequentar um curso da área de Ciências Sociais logo, nos últimos dois anos nem sequer toquei em qualquer tipo de matéria ligada à Biologia ou à Geologia.

Tendo isto em conta, uma pessoa que não estudou, e que nem sequer fala sobre os temas abordados no exame há mais de três anos, conseguiu não só passar nesse mesmo exame, como o fez com alguma margem de conforto. Ainda confesso que nas questões de desenvolvimento atribuí sempre a nota mais baixa, o que talvez não correspondesse à realidade perante o olhar de um examinador.

Das duas uma. Ou eu ainda não perdi o jeito, ou há de facto facilitismos por parte dos responsáveis pela realização deste exame. Para esses senhores deixo-lhes a seguinte questão: Não acham que deviam, pelo menos, dar um pouco mais de luta?

Friday, January 19, 2007

Exames

1) Isto é uma pergunta? Justifique.

R.: Isto é uma resposta, interprete.

Tuesday, August 15, 2006

Querido Diário

Hoje foi o primeiro dia do resto da minha vida, tal como amanhã o será, e como ontem já o foi. É um pouco estranho estar a escrever sobre o dia 15 de Agosto de 2006 a cinco horas do fim deste mesmo dia.

Este dia começou como normalmente começa. Era meia-noite e estava a fazer zapping. Quando cheguei ao canal 46, que corresponde ao Lusomundo Gallery, vi que estava a dar o Moulin Rouge. Decidi rever o filme, mas não antes de fazer um novo zapping para ver se não estava a dar outra coisa que ainda não tivesse visto na última semana.

Vi o Moulin Rouge, deixando-me envolver pela já habitual onda de emoções que culmina na última cena, enquanto ceava cereais com leite. O resto da noite correu normalmente. Deitei-me por volta das duas da manhã depois de ver um episódio de Two and a Half Men na RTP1, e de ter feito mais alguns minutos de zapping. Custou-me um pouco adormecer, como já tem sido hábito. Tive ainda tempo para pensar na minha contínua busca por um amor trágico – a culpa é do Moulin Rouge.

A manhã começou num instante. Num instante eram oito e cinco da manhã e o meu despertador estava a tocar. Noutro, era meio dia e meia, e estava a chegar a casa depois de duas horas passadas na praia da Torreira.

Não fiques a pensar que foi apenas isso que aconteceu. Vou agora mergulhar nos pormenores. Eram oito e cinco, e o despertador começou a tocar. "Levanto-me ou não?", era a única pergunta que assolava a minha mente. Parei para pensar e ouvi a música que estava a dar na RFM. Não me lembro da música, mas decidi ficar a ouvir. Duas ou três músicas depois, carreguei no botão de snooze e voltei a adormecer.

Por volta das nove, depois de várias outras músicas, e de carregar incessantemente no snooze, lá decidi levantar-me. Quando cheguei cá abaixo vi que alguém se tinha esquecido de deixar a chave da outra casa. Por sorte, as chaves do carro estavam ali e consegui abrir a porta da cozinha. Depois disto, foi só atravessar o quintal e esperar que alguém estivesse acordado para me abrir a porta.

Este contratempo até seria suportável, não estivesse um frio incomum para estes dias. Após abrirem a porta, fui-me arranjar e aproveitei o intervalo para ligar o PC. Quando o liguei aconteceu algo inédito. Não tinha um sequer contacto on-line no meu MSN Messenger. Nem um.

Fiz um print screen da situação, pois duvido que alguma vez esta se volte a repetir. Fiquei assim a saber que fui o único madrugador deste dia – embora fossem já nove e trinta e sete – ou o único com motivos para ligar o PC.

Depois desta aventura cheia de espanto, emoção e acção – com isto, quero dizer sono, frio e espanto, sim, espanto, afinal qual é o dia em que se liga o PC e não se tem um único contacto on-line? – lá parti para a Torreira.

A viagem foi calma. Fiquei na praia até ao meio-dia. Estava bom tempo, apesar do vento e das nuvens insistirem em encobrir o Sol de vez em quando. Ainda joguei uma partida de solitário, olhei para o mar, e para a praia quase deserta – não é costume, mas como era de manhã, é normal que ainda estivessem todos a dormir – e decidi regressar a casa.

Em casa, almocei, vi um pouco de TV, e vim aqui ao PC fazer uma coisa ou outra. Entretanto, estive a ver a Volta a Portugal, e a consagração de David Blanco da Comunitat Valenciana como o vencedor da prova. Estava à espera que fosse o João Cabreira da Maia Milaneza, mas não se pode ter tudo.

Quanto ao resto do dia, apenas sei que vou apanhar umas boas quatro a cinco horas de seca. A minha mãe decidiu convidar os seus irmãos todos. Vou ter que aguentar mais um daqueles jantares de família, em que me encontro a viajar para um lugar distante. Longe desta gente toda. Acho que o ponto alto do meu dia foi mesmo a manhã. Depois disto, é sempre a descer.

P.S.: É amanhã que sai a reapreciação do exame de Química da primeira fase. Espero bem que me devolvam os quinze euros que paguei. De resto, duvido que me subam muito, ou o suficiente para ultrapassar a nota da segunda fase. Mas, como se costuma dizer, a esperança é a última a morrer.