366 dias, 108 jornais, 12 horas de anilhagem, 2 pães-de-ló, 0 horas de sono, e nenhuma penca depois, está de regresso a Véspera da Véspera de Natal! Louvado sejas ó 23, eterno dia esquecido no tear dos tempos.
Ora viva, e sejam bem-vindos a mais uma edição da Véspera da Véspera de Natal. Para além das habituais pencas – vulgo couvões –, este ano trazemos-vos um calmo e suave sol de Inverno, e um frango prontinho a estufar.
Jesus, o Cristo: “Muda a estação, não gosto do jingle inicial nem dessa voz toda alongada na entrada do jingle.”
Almada Negreiros: “Desliga isso, vamos ver televisão.”
Mindo: “Isso é subjectivo!”
Eusébio: “Esperem aí! Vamos ouvir isto.”
Quem planta e colhe pencas!
Olá, esta é a Véspera da Véspera de Natal, a tua véspera sobre a véspera da véspera das vésperas. Todos os dias 23 de Dezembro trazemos o que de melhor se faz no dia eternamente esquecido do calendário.
O homem dos óculos escuros aproxima-se do rádio e com um toque de leve no botão, termina com o som emitido pela máquina que até ao momento centralizava a atenção da audiência. Jesus, Vasco da Gama e Zé Mota dirigem-se para o homem dos óculos escuros.
Jesus, o Cristo: “Outra vez? Já não te disse para me deixares em paz? Que parte de ‘deve manter-se sempre a um mínimo de cem metros de distância é que não percebes’?”
Vasco da Gama: “Põe-te na alheta antes que te atrevesse um novo caminho para Índia!”
Zé Mota: “Calma pessoal. Vocês são novatos nisto, não são? Tenham calma, não façam sempre as mesmas ameaças rotineiras.”
O homem dos óculos escuros afasta-se, mas antes de sair desloca o dedo ligeiramente em direcção à TV. O ar parece estagnar enquanto todos observam o leve movimento do recém-chegado. Finalmente, eis o momento. Ele clica no botão.
Farto de pencas? Talvez esteja na hora de experimentar o Second Couvões!
Mais do que simples couves gigantes, o Second Couvões traduz-se à letra, é mesmo um segundo tipo de pencas.
Vasco da Gama: “Ó JC, não sabias ter morrido noutro dia? Por que raio temos que comer couvões sempre nestes dias?”
Jesus, o Cristo, também conhecido como JC: “Ó Vasco, eu não morri no dia 25, foi algures em Março, ou Abril, depende da Lua.”
Eusébio: “Mas tu também não nasceste a 25 ó Cristo. Foi a 17 de Abril.”
Mindo: “Mas agora vocês têm a festa do Sol.”
Zé Mota: “Ó Mindo ‘tás a ler isso, não ‘tás?”
E foi assim que a Menina do Gás, Carlos Carvalhal e Fernão de Magalhães encontraram a sua ilha de felicidade. Uma história passada de geração em geração sobre a jornada dos nossos amigos, em busca da penca encantada, há muito, muito tempo.
Fim.
Não se esqueçam do dia 23, pois foi também por ele que Jesus dedicou a sua vida à carpintaria. A Véspera da Véspera de Natal não é novata nisto, e há muito que já não se mostra nervosa.
Morram Pencas, morram! Pim!
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