Thursday, December 06, 2012

E depois do Adeus

Quando era pequeno gostava de atirar pedras para a Ria e tentar fazer com que elas ressaltassem na superfície da água o máximo de vezes possíveis antes de acabarem por inevitavelmente se afundarem no lodoso leito daquele curso salgado.

Com o tempo aprendi que as pedras mais lisas e achatadas conseguiam atingir uma maior distância e chapinhar mais vezes na superfície que as restantes. No fim de contas, todas elas acabavam por se afundar, algumas mais graciosamente que as outras, algumas conseguiam ir mais longe, durar mais tempo na superfície e causar ondas que se prolongavam no tempo e na superfície da Ria muito depois da pedra ter atingido o fundo.

Mas por mais belo ou efémero que fosse, o seu momento terminava. Procurava por outra pedra. No início qualquer uma servia. Com o tempo subi a parada. Apenas as pedras perfeitas eram dignas de assumir tamanha responsabilidade. Quando não conseguia encontrar nenhuma, trocava de local e começava de novo. Uma constante demanda por aquela pedra perfeita capaz de atravessar até à outra margem, ou de desaparecer no horizonte, deixando apenas as suas ondas como prova do seu feito.

Não é necessária muita experiência no mercado de trabalho para aprendermos que fazer ondas e perturbar a superfície nem sempre é positivo. Tal decisão deve ser algo ponderada e fortemente fundamentada por argumentos sólidos e inquebráveis. Talvez o mais difícil de tudo isto é executá-lo de forma a parecer um acto espontâneo de um brilhantismo atípico e perspicaz. Mas quando o fazemos, quando conseguimos acertar no momento e nas palavras exactas, chamamos toda a atenção daqueles que importam para nós, passamos a ser vistos com respeito e o nosso potencial passa a ser reconhecido e analisado sob outro prisma. As responsabilidades são também acrescidas, mas é um preço que estás disposto a pagar pelas regalias que daí advêm. 

Por mais vezes que te vejas forçado a engolir em seco, deves guardar as tuas armas para as lutas que merecem ser travadas. Mas quando o momento surgir, deves erguer-te acima daquilo que é esperado de ti mesmo e insurgir-te contra as injustiças que acabaste de testemunhar.

No fim de um emprego, após o término do contrato, nada há a fazer. Agradeces, apertas a mão, actualizas o teu CV e o teu portfólio, despedes-te e segues em frente. Comentas com os teus familiares, amigos e ex-colegas sobre tudo o que se passou de errado. A falta de organização, as condições precárias de ambiente de trabalho, as horas extra de trabalho forçado não pagas, as falhas na atribuição das regalias básicas, as ameaças e as humilhações. Comentas, ris-te, esqueces e segues o teu caminho. Elogias toda a gente e enches o teu diário de coisas positivas. Focas-te no resultado, deixas de comentar o processo, orgulhas-te por aquilo que fizeste e aguardas pelos inevitáveis elogios e críticas. Impressionas um novo empregador e começas o processo de novo na esperança de encontrar algo mais seguro, mais duradouro, com melhores condições e onde te possas sentir valorizado e respeitado.

No final do dia, regressas àquela margem, viras as costas para o pôr-do-sol e procuras por aquela pedra perfeita. Sentas-te na areia a apreciar as suas ondas, fotografas o momento na tua memória e focas o olhar no horizonte.

Talvez seja desta que vais conseguir chegar à outra margem. 

Wednesday, December 05, 2012

As Terras do Meu Verão

Foto: Pôr-de-sol em S. Jacinto. Autor: Adriano Cerqueira
Portugal
  • Albergaria (Visita)
  • Aveiro (Visita, Compras&Utilidades)
  • Braga (Visita, Noite UPS)
  • Campo de Gerês (Estadia)
  • Carcavelos (Praia e Estadia)
  • Coimbra (Repérage)
  • Esmoriz (Visita)
  • Espinho (Visita)
  • Fátima (Visita)
  • Feira (Visita, Feira Medieval)
  • Ilha do Ermal (Visita)
  • Lisboa (Repérage, Gravações e Visita)
  • Oeiras (Repérage e Gravações)
  • Oliveira de Azeméis (Visita)
  • Pinheiro da Bemposta (Visita)
  • Porto (Repérage e Gravações)
  • S. Bento da Porta Aberta (Visita)
  • S. Jacinto (Visita)
  • S. João da Madeira (Visita, Compras&Utilidades)
  • Senhora da Lapa (Visita)
  • Torreira (Almoço e Visita)
  • Ul (Visita)
  • Vieira do Minho (Almoço e Visita)
  • Vilarinho das Furnas (Visita e Praia)

Saturday, November 17, 2012

200


Foram precisos quase sete anos para chegar a este ponto. 82 meses, ou 2496 dias se preferirem, após a criação deste blogue, finalmente atingi a marca de 200 artigos publicados. Entre artigos de opinião, críticas, crónicas, o pontual poema ou conto, vídeos, pensamentos, momentos de introspecção, entradas de diário, projectos e artigos académicos, sem esquecer as já habituais ruminações desprovidas de sentido que tão bem expressam o caos organizado do meu pensamento.

Foram horas passadas em frente de uma página em branco. Revisões, frustrações, artigos inacabados, pensamentos apagados. Escrever, reescrever, registar, catalogar. Momentos, lembranças, ideias, gritos e chamadas de atenção. Sintomas de um perpétuo processo criativo, por vezes impulsionado a forçosamente derramar algo, por mais insignificante que seja, apenas com o simples objectivo de cumprir a promessa que fiz a mim próprio: Pelo menos um artigo por mês e, se possível, tentar manter a média em 30 publicações por ano.  

Esta é a décima oitava publicação que faço este ano. Nunca estive tão longe de atingir a marca que prometi a mim próprio com o ano de 2012 tão próximo de terminar. Por mais que defenda a qualidade em detrimento da quantidade, não me deixo de culpabilizar a mim próprio pela incapacidade que encontrei este ano em dar mais atenção a este espaço. Podia argumentar a falta de tempo, mas estaria a mentir a mim próprio. Podia recuperar a eterna acusação de falta de inspiração, mas essa, encontro-a todos os dias no mais simples dos pormenores. Cansaço, falta de vontade, ou simples inércia. A minha preguiça de execução e o desvio das minhas atenções são os principais culpados desta vez. Os restantes blogues temáticos que o digam, já passou mais de um ano desde a última vez que actualizei algum deles. 

O desenvolvimento do meu portfólio e a necessidade de o manter actualizado também retiraram algum do tempo que podia ter dedicado a este espaço, mas agora, não vale a pena fazer luto pelas acções tomadas. Esta é uma hora para celebrar. Foram 200 artigos, 200 momentos, 200 histórias. Foram quase sete anos da minha vida imortalizados nas minhas palavras, nas músicas que ouvi, nas fotografias que tirei, nos projectos que desenvolvi. Toda a minha história desde então, o meu passado e o meu futuro, passaram por aqui. Para me conhecer basta abrir esta página e começar a ler. Atentar às entrelinhas, às subtilezas da minha escrita, ao gritante descaramento das observações directas. Este blogue é mais que um diário, é uma parte de mim. A ponta do icebergue, à deriva por uma água de clareza, que por vezes deixa vislumbrar um pouco mais que aquilo que inicialmente pretendia demonstrar.

Oitenta e dois meses depois, deixo-me afogar num mar de histórias que ficaram por contar, de rúbricas que não saíram da gaveta, de tradições esquecidas. Agarro-me àquelas que mantive, às Terras do meu Verão, aos Regressos da Véspera da Véspera de Natal, aos No Comment e aos QueridosDiários. Estendo a mão aos Confessionários, às Rádios da Rádio e às histórias da Eurotrip, com o desejo de um dia os trazer ao de cima. 

Não esqueço a Revolução dos Coelhos Amarelos, ou o belo voo da Blue Dove. Guardo-os eternamente num local especial das minhas memórias. Já não ouço a música que deu nome a este blogue com tanta frequência como em outros tempos, mas assinalo cada momento em que ela surge na lista aleatória do meu leitor de mp3, ou no álbum de viagem que mantenho de forma permanente no meu carro, como se a ouvisse pela primeira vez. Ela está ali, sempre presente para me relembrar deste espaço e daquilo que ele significa.

Nas noites mais frias, foi este o meu companheiro. O meu consolo, o meu confidente. Um local só meu onde a minha voz podia ser ouvida. Mais de treze mil passaram por aqui, muitos talvez incapazes de compreender uma única palavra daquilo que escrevi, mas para mim, podia ter sido apenas um, ou mais ninguém além de mim próprio. Sim, por vezes escrevi para que outros me ouvissem, para que outros me compreendessem, para que outros me ajudassem, para que outros aprendessem, ou apenas para que outros me conhecessem. Mas no fundo, apenas procurei a aprovação de mim próprio. A aceitação das minhas próprias ideias e o registo das minhas recordações e pensamentos. O meu ponto de vista. A minha opinião. A minha visão. Eu.

Não prometo nada de novo para os próximos duzentos artigos. Apenas prometo continuar a cumprir a promessa que há 2496 dias fiz a mim próprio. Manter este local vivo. Um espelho do meu ser. Das minhas paixões. Das minhas desilusões. Dos meus sonhos. Dos meus pesadelos. Da minha história. Dos meus “e se”. Dos meus desejos. Das minhas recordações.

Como referi em Janeiro de 2010, este continuará a ser o meu blogue principal, sempre dedicado a artigos de opinião e à divulgação dos meus projectos, se bem que dado o desenvolvimento do meu novo portfólio, ao longo dos próximos anos irei recorrer cada vez menos a esta segunda faceta. Sempre que sentir a necessidade de expor o meu pensamento ou de divulgar algo em português, esta será a plataforma escolhida.

Comecei a minha aventura no universo da blogosfera em 2003, ainda a bordo do velhinho Blue Dove. No dia 17 de Janeiro de 2006 dei o salto para o blogger e o No Sense of Reason foi criado. Este é provavelmente o projecto ao qual mais fui fiel. Nunca dediquei tanto tempo ou tanta devoção a mais nada que não este blogue, e assim pretendo que ele continue a prosperar para que daqui a sete anos possa acordar e dizer que ainda mantive viva esta promessa sem sentido de razão.

Believe in me and I'll believe in you!

Sunday, October 21, 2012

Portfólio Online

Cronologia de Experiência Profissional e Académica; Autor: Adriano Cerqueira
Embora ainda me reste cerca de mês e meio antes do meu regresso forçado ao mercado, decidi antecipar-me e reconstruí o meu portfólio online. Após dois anos de desleixe, finalmente encontrei a inspiração e a motivação necessárias para o renovar.

Decidi começar do zero e reconstruí-lo a partir da base, começando logo pela imagem, dando ao meu portfólio actual uma face completamente renovada em relação à sua versão anterior. O preto e branco niilista da primeira versão é substituído por um azul sóbrio, em convergência com as marcas dos media da minha autoria, Rádio da Rádio (podcast) e Mercúrio do Porto (jornal e blogue).

Dotado de uma interface clássica e de simples navegação, o meu portfólio é dividido em 10 secções. A Home, que apresenta uma breve biografia, a minha situação actual de emprego, e o meu currículo profissional e académico, assim como as minhas aptidões, conhecimentos linguísticos e prémios obtidos. As seguintes páginas dedicam-se à apresentação de alguns trabalhos e projectos de maior relevo que desenvolvi ao longo da minha carreira quer profissional quer académica.

A secção RTP apresenta uma lista dos projectos em que estou ou estive envolvido ao serviço da Academia RTP. Nas secções Video, Photography e Multimedia são apresentados alguns dos meus trabalhos nestas áreas. A página Media Relations destaca a minha experiência profissional a nível da assessoria de imprensa e comunicação interna, através da listagem das funções e dos principais objectivos alcançados ao serviço das empresas que representei. A página Journalism apresenta algumas das peças que produzi para o Mercúrio do Porto e Rádio da Rádio, assim como diversos artigos e reportagens que realizei ao longo da minha licenciatura, acentuando as colaborações que tive com a JPR e o JPN.

Já as páginas News e Contact Me são por si só explícitas. A primeira apresenta um blogue em jeito de diário onde indico regularmente as novidades que vou tendo quer a nível laboral, quer a nível académico, assim como quaisquer alterações significativas que venha a fazer ao meu portfólio. A segunda, além dos meus contactos, apresenta uma lista dos meus blogues e um formulário para entrarem directamente em contacto comigo.

O header do site é comum a todas as páginas. Azul-escuro com o logótipo no lado esquerdo e botões de acesso aos meus perfis das redes sociais, facebook, twitter e linkedin no lado direito.

Logótipo; Autor: Adriano Cerqueira
O logótipo foi inspirado no logo da Rádio da Rádio e no conceito do Mercúrio do Porto. As minhas iniciais apresentam-se envoltas em duas esferas que representam dois mundos em eclipse. As antenas no A são uma analogia para a conectividade do meu portfólio, e os dois satélites representam a minha diversidade de áreas. As iniciais dividem-se entre as minhas competências para Comunicação de Ciência e Audiovisual, enquanto os dois satélites representam as áreas de programação e webdesign que embora domine menos também fazem parte das minhas competências profissionais.

Porquê em inglês? Creio que quanto a esse aspecto a verdadeira questão seria “porquê em português?”. Ao mesmo tempo que ao criar um site de raiz todo ele em inglês fluído demonstro as minhas capacidades de domínio dessa língua, também é uma forma de internacionalizar as minhas hipóteses de encontrar emprego e de promover a minha imagem perante um eventual empregador internacional. Não coloco qualquer entrave a emigrar, sendo inclusive uma hipótese que a cada dia que passa me parece cada vez mais inevitável.

Ao contrário do meu portfólio anterior pretendo manter este actualizado com alguma regularidade, quer através dos artigos na secção de notícias, quer através de novidades a nível de projectos e de actualização de currículo.

No ar há cerca de dois meses, dou por agora terminada a fase de beta testing. Vou começar a divulgá-lo nos meios habituais, estando, contudo, aberto a quaisquer sugestões, comentários ou críticas construtivas para melhorar o desempenho e a eficácia do meu portfólio.

Basta de Apatia

Poucas coisas me entristecem mais do que ver jovens com o espírito quebrado a apaticamente aceitarem condições desumanas com um forte desrespeito pelos seus direitos como trabalhadores em troca de umas míseras ninharias.

Os tempos que vivemos levam as pessoas ao desespero. Fala-se de emigração forçada e de desempregados crónicos. Os mais velhos reivindicam os direitos que lhes foram retirados com protestos vazios e greves constantes. Mas enquanto tudo isto se espalha pela boca do povo, os poucos jovens que lá se conseguem safar no mercado de trabalho vêem-se resignados com condições precárias, direitos deturpados e sobrecarregados de deveres que atingem o limite do esclavagismo. E tudo isto com salários que na maioria dos casos não reflectem nem o seu valor como profissionais, nem a sua experiência profissional, nem tão pouco a sua formação académica.

Entristece-me ver pessoas que, ao final de um mês de trabalho, acumularam horas extra suficientes para merecem mais do dobro que aquilo que ganham, aceitarem com um encolher de ombros o ultraje natural que é não receberem um cêntimo sequer de compensações pela carga excessiva de horas. As empresas aproveitam-se da actual conjuntura para maltratar os seus trabalhadores. Negam-lhes subsídios de saúde e de alimentação, arranjam artimanhas para não formalizar os contratos, adiam os pagamentos sem quaisquer justificações e esperam que a pessoa, qual cãozinho obediente, apareça todos os dias à mesma hora e se sujeite a permanecer lá até à hora que lhes bem apetecer.

Basta desta apatia! Por maior que seja o desespero e por maiores que eles vos pareçam, nada merece tamanhos maus-tratos. O mais triste em tudo isto é que a culpa não é apenas da ganância das empresas, é de nós próprios e daqueles que vieram antes de nós e que se limitaram a sujeitar-se a estas condições, aceitando-as como norma, sem qualquer protesto, crítica ou reivindicação. As empresas esfregaram as mãos perante a nossa apatia e deixaram de ter limites para a precariedade. Limites esses que deviam ser impostos por nós e não apenas por eles.

Deitaram a ética laboral para o lixo, porque os deixaram fazê-lo. Tiveram a oportunidade de encarar a crise com uma moralidade superior de respeito pelos seus trabalhadores, mas em vez de o fazerem rebaixaram-se ao nível da escumalha mais baixa. Nivelaram por baixo e afastaram-nos da média europeia. Mesmo o sector público que devia primar pela qualidade e dar o exemplo das boas práticas, apresentou-se como a bandeira da precariedade e de como não se deve fazer. Alguns privados foram atrás, os mais pequenos, os que se acham maiores que as suas reais dimensões, os falidos e os gananciosos. Todos seguiram as passadas “anti-crise” do sector público. Todos olham hoje para o empregado, seja ele jovem ou velho, como meras formigas que podem ser espezinhadas ou afogadas a qualquer momento com pouca ou nenhuma consequência. Basta!

Não se deixem levar pela corrente, deixem de ser meras ovelhas obedientes. Imponham os vossos direitos, cumpram as vossas funções mas mantenham a vossa qualidade de vida. Não vale a pena deixar o vosso suor, sangue e lágrimas numa empresa que não vos respeita. Não vale a pena subir na carreira a todo o custo. Há uma diferença entre mostrar esforço e empenho, e dar a imagem de que não se importam de serem escravizados, que só estão ali para servir. Ergam-se, lutem. Escolham bem as vossas batalhas e não desistam delas assim que as encontrarem. Aprendam a argumentar, façam críticas construtivas e acima de tudo imponham os vossos direitos enquanto demonstram serem fortes cumpridores dos vossos deveres. Trabalhadores exemplares com um forte espírito crítico e reivindicativo não passam despercebidos aos empregadores. Sejam a mudança que querem ver no Mundo. O mercado está cheio de ovelhas bem comportadas, não se limitem a ser mais uma na fila para a tosquia.

Está na hora de nos organizarmos numa voz colectiva de individualismo e de exigirmos o regresso da ética laboral e de boas condições a nível salarial e humano. Quando eles disserem que isso é norma em todo o país, mostrem-lhes as excepções. Mostrem-lhes como se faz no resto da Europa e reafirmem a necessidade de nivelar por cima e não por baixo. As próprias empresas se quiserem sobreviver têm que aspirar a serem algo mais do que o seu actual potencial. Uma empresa é um organismo vivo e enquanto as células da sua base continuarem a ser maltratadas, o único futuro possível é o colapso da sua organização.

Levantem-se por vós próprios, por aqueles que vieram antes e por aqueles que ainda hão-de vir. O futuro depende de nós. As próximas gerações vão avaliar-nos pelas decisões que tomarmos agora. É este o legado que querem deixar? Que argumentos vão dar aos vossos netos quando vos perguntarem porque ficaram impávidos e serenos perante tamanhas abominações?

O caminho faz-se caminhando, não sentado atrás de uma secretária a agradecer ao vosso carrasco por cada uma das chicotadas como se de uma bênção se tratasse. Sejam livres, sejam criativos, sejam empreendedores, não tenham medo de sair da vossa zona de conforto, mas acima de tudo, não tenham medo. Arrisquem, reclamem, deixem-se ouvir. Reconstruam o vosso espírito e dêem-lhe asas para voar.

O futuro é nosso. Façamo-lo à nossa imagem.