Sunday, October 22, 2006

Dragons Are Coming

Imagem DR
Eles vêm aí! Pelo menos é o que a mini-série do Discovery Channel, Dragons Are Coming, diz. Esta série encara os dragões, não como seres mitológicos, mas como possibilidades biológicas e evolucionárias.

Pessoalmente, sempre acreditei que a razão para quase todas as culturas do mundo terem uma referência a criaturas a que gostamos de chamar dragões, se devia à descoberta casual de fósseis de dinossauros. O mero tamanho de alguns destes fósseis era mais do que suficiente para assustar os locais, e fazê-los sair a correr, gritando, "Dragão! Dragão! Estamos perdidos!"

No entanto, esta série vai mais longe. Não se limita a expor, e a explicar as mais variadas teorias sobre dragões, mas assenta na "descoberta" de um espécime congelado, em perfeito estado, numa gruta de gelo, numa montanha da Roménia.

Paleontólogos são chamados para o estudar, em busca de explicações plausíveis para justificar o facto deste ser cuspir fogo, e ser capaz de voar. A ideia surge com a descoberta de um crânio de T-Rex, com marcas estranhas de garras, e – ainda mais estranho – o crânio encontra-se carbonizado. A partir desse achado supõem que os dragões tenham surgido na Era Mesozóica, tendo sido extintos juntamente com os Dinossauros, e demais seres.

Mas então espera aí. Se se encontram extintos há 65 milhões de anos, como encontraram um dragão congelado numa montanha romena? A resposta é simples, segundo eles, a espécie terrestre de apenas quatro membros, e que levou aquele T-Rex a ter um último dia bem escaldante, extinguiu-se. Mas os seus parentes aquáticos, munidos de asas vestigiais, sobreviveram à extinção.

É fácil apoiar esta tese, já que a vida marinha não foi muito afectada com esta extinção. Contudo, se os Plessiosauros, Ictiossauros e Mosassauros, se extinguiram, porque não os dragões marinhos? A esta questão eles não dão resposta, mas também, porque não haviam de sobreviver? Crocodilos e tartarugas ainda nadam pelos nossos oceanos e rios, porque não dragões?

Após resolverem o problema da extinção, explicaram o ressurgimento de uma espécie terrestre, com o abandono dos mares por parte dos dragões marinhos. Nada de especial, se os peixes de lá saíram para dar origem aos anfíbios, porque não fariam o mesmo estes seres cada vez menos mitológicos.

Partindo desse pressuposto, explicam o voo e o fogo através da descoberta de sacos de hidrogénio, e de um apetite especial por platina. "Espera aí, disseste platina?", é aquilo que estão a pensar, certo? Bem, muitos Sauropodes costumavam ingerir pedras, para os ajudar com a digestão. As próprias galinhas o fazem (com pedras bastante mais pequenas, como será fácil de imaginar). Contudo, para os dragões, a platina funciona como um catalisador, que em reacção com o hidrogénio dos seus sacos de ar, é capaz de produzir fogo.

Para ficarem com uma ideia geral, a série explica, e razoavelmente bem, que se a natureza assim tivesse entendido, podia ter criado uma espécie bem parecida com os Dragões que assolam as mais variadas lendas por esse mundo fora. Se pensarem bem, já produziu espécies bem mais bizarras.

Sunday, September 24, 2006

Murphy's Flaw

A grande maioria de vós deve estar familiarizada com a Lei de Murphy. Mas para aqueles que não estão, a Lei de Murphy enuncia que se algo pode correr mal, vai correr mal.

Por exemplo, se estrearem umas calças novas e, por algum motivo, encontrarem-se a barrar uma torrada com geleia, e a deixarem cair, ela vai cair com a face da geleia virada para baixo. Acho que o equivalente Português é algo como, o azar nunca vem só.

Ontem não estava a usar umas calças novas – até estava de calções – mas estava com fome. Decidi abrir o armário para tirar um pacote de bolachas. Até aqui tudo bem. Como qualquer armário de cozinha, este encontrava-se cheio. Inúmeras coisas ao monte, sem qualquer tipo de organização.

Estiquei a mão lá para dentro e agarrei o pacote de bolachas. Estava mesmo quase a conseguir retirá-lo sem causar qualquer tipo de problemas, quando o dito pacote toca num, chamemos-lhe também pacote, de goiabada.

Este opta imediatamente por cair. Mas, como se isso não fosse mau o suficiente, a tampa solta-se, e a goiabada desce em queda livre, pronta para se espalhar pelo chão e sujar tudo à sua volta.

Foi aí que aconteceu. O pacote de goiabada caiu direito, com a face desprovida de tampa virada para cima. Encontrei a derradeira falha na Lei de Murphy: Tudo o que podia ter corrido mal, não correu. E esta, hein?!

Sunday, September 10, 2006

A Portuguesa

Brasão Português
I
Heróis do Mar, Nobre Povo,
Nação valente, Imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que hão de guiar-te à vitória!

Às Armas, Às Armas
Sobre a terra e sobre o mar
Às Armas, Às Armas
Pela Pátria lutar
Contra os Canhões, Marchar, marchar

II
Desfralda a Invicta bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade à europa, À terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo, teu jucundo
O oceano a rugir de amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!

Às Armas, Às Armas
Sobre a terra e sobre o mar
Às Armas, Às Armas
Pela Pátria lutar
Contra os Canhões, Marchar, marchar

III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente provir
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às Armas, Às Armas
Sobre a terra e sobre o mar
Às Armas, Às Armas
Pela Pátria lutar
Contra os Canhões, Marchar, marchar

Friday, August 18, 2006

Cadeiras e Morangos


Que têm estas duas coisas em comum? À primeira vista nada. À segunda, aparentam nada ter. E por mais que olhemos para ambos, não somos capazes de encontrar alguma semelhança.

Quem não perdeu horas do seu dia a pensar em quem terá inventado as primeiras cadeiras? Ou como tal ideia terá surgido? Ninguém? Pois, eu também não.

Fosse quem fosse, teve uma ideia brilhante. Não fosse por essa pessoa, e estaria neste momento a escrever este artigo de pé, ou no chão. Neste segundo cenário, seria complicado chegar ao teclado, ou sequer olhar para o que estava a escrever.

A verdade é que, para além do José Hermano Saraiva, ninguém quer saber de onde vieram as primeiras cadeiras. Queremos sim, dar graças, ou então tomar por garantida, esta grande dádiva que é a possibilidade de nos podermos sentar a uma mesa, ou numa secretária, neste objecto de quatro pernas. Sejam elas de madeira, de metal, ou até mesmo de plástico.

De qualquer forma, eu tenho uma teoria, Aliens. Como tudo na vida surgiu por obra e graça do Espírito Santo, e como o Espírito Santo é um Banco governado por alienígenas com intenções de governar os três grandes, e tomar posse do futebol Português, posso afirmar que as cadeiras fazem parte desse "tudo" e foram-nos trazidas, assim, por homenzinhos verdes. Sim, porque o BES não é verde por acaso.

Eu sei, as cadeiras foram-nos trazidas pelo Banco. De certa maneira podemos dizer que é uma espécie de justiça poética.

Mas então e os Morangos? Bem, os morangos são frutos, tal como as maçãs, as peras, e os tomates. Sim, os tomates também são frutos, visto serem eles o que alberga as sementes do tomateiro. Frutos, usados como vegetais nas saladas.

E as bananas? As bananas são mais um dos mistérios que só o BES pode responder. Não fosse ele o criador de tudo. Tanto das bananas, como das cadeiras, e dos morangos.

Será esta a misteriosa ligação entre morangos e bananas? Não eram bananas e cadeiras? Espera aí! Este artigo não é sobre o excesso de investimento na formação de profissionais de saúde? Enfim, perguntas condenadas a permanecer sem resposta.

Retomando a minha linha de raciocínio, ainda não cheguei à eterna questão sobre o que cadeiras e morangos têm em comum. Se pensarmos bem, ninguém é capaz de responder a esta pergunta sem saber o que estes objectos, criações do BES, ou seja lá como os quiserem chamar, são.

Podemos assim chegar ao consenso de que as cadeiras são frutos, e os morangos são objectos de mobiliário que geralmente acompanham as mesas e que servem para as pessoas se sentarem. Ou será que era ao contrário? Agora também não interessa. Nem ao menino Jesus. Embora ele também ande metido com o pessoal do BES, por isso não é de confiança.

Agora que sabemos o que são bananas, e o porquê dos Power Rangers ainda existirem, vamos tentar encontrar semelhanças entre morangos e cadeiras. Para além das mais óbvias, – serem ambas criações do BES, serem comercializadas em massa, e contribuírem para que mais bandas Rock se unam à Associação Evangélica Portuguesa para poderem tocar em piqueniques – temos que olhar para as semelhanças que se escondem no interior de cada um.

Os morangos são vermelhos, e existem cadeiras vermelhas. Mas não fica só por aqui. Os morangos são comidos muitas vezes à mesa. E o que está à volta da mesa? O tapete? Não! As cadeiras! E esta, hein?!

P.S.: Na realização deste artigo não foram comidas nenhumas bananas ou morangos, contudo uma cadeira foi de facto sentada.

P.P.S.: É caso mesmo para dizer: “Falaste com o BES? Não, falei com o teu”.

Tuesday, August 15, 2006

Dia de Santa Maria

"O que não se faz no dia de Santa Maria, faz-se noutro dia." 

Coisas que farei noutro dia: 
  • Ler um livro; 
  • Rezar; 
  • Decorar a terceira parte do Hino Nacional; 
  • Explorar um novo planeta;
  • Festejar um título do Sporting C.P.; 
  • Ver aquele filme que ando a querer ver; 
  • Confessar-me; 
  • Procurar o tal de Nakité; 
  • Encontrar o tal de Nakité; 
  • Comer no tal de Nakité; 
  • Olhar para a conta do tal de Nakité; 
  • Decidir não voltar ao tal de Nakité; 
  • Aprender a tocar guitarra; 
  • Tocar guitarra; 
  • Magoar-me a tocar guitarra; 
  • Desistir de tocar guitarra; 
  • Voltar a tocar guitarra; 
  • Ir à missa; 
  • Não ir à missa; 
  • Pesquisar por aquela música que ouvi hoje de manhã;
  • Continuar sem saber o que fazer; 
  • etc. 
Se todos os dias forem dias de Santa Maria, quando terminaria tudo aquilo que um dia disse que faria?