Saturday, June 30, 2007
Thursday, June 21, 2007
I
Estou perdido.
Perdido na ânsia do teu ser,
Perdido no momento de te ver.
Estou perdido.
De que vale sentir,
Após te ver partir.
Mas quem parte,
Sou Eu.
Estou Perdido.
Sem Norte, Nem Sul,
Sem lugar para estar.
Para viver, para te amar.
Estou Perdido.
Num céu sem Terra,
Sem nuvens, sem ar.
Sem saber onde te procurar.
Estou Perdido,
Perdido por algo,
Algo, que não se encontra.
Duvido da sua existência,
Enquanto me perco.
Estou Perdido,
Afastado da minha própria existência.
Estou Perdido.
Perdido na ânsia do teu ser,
Perdido no momento de te ver.
Estou perdido.
De que vale sentir,
Após te ver partir.
Mas quem parte,
Sou Eu.
Estou Perdido.
Sem Norte, Nem Sul,
Sem lugar para estar.
Para viver, para te amar.
Estou Perdido.
Num céu sem Terra,
Sem nuvens, sem ar.
Sem saber onde te procurar.
Estou Perdido,
Perdido por algo,
Algo, que não se encontra.
Duvido da sua existência,
Enquanto me perco.
Estou Perdido,
Afastado da minha própria existência.
Estou Perdido.
Friday, May 25, 2007
Friday, April 27, 2007
Planeta Bob
![]() |
| Imagem DR |
A Terra pode não ser um paraíso, mas é o nosso lar. A NASA recentemente divulgou a descoberta de um novo planeta fora do sistema solar. Este novo planeta por enquanto tem o nome de Gliese 581 b. O novo planeta recebe esta designação por orbitar a estrela Gliese 581, uma anã vermelha nas últimas etapas da sua existência.
Gliese 581 b é um entre vários planetas descobertos neste sistema, mas tem a particularidade de ser rochoso, apesar do seu tamanho ser próximo do de Neptuno, e de possuir água.
A água não é um elemento raro no espaço, normalmente surgindo no estado gasoso ou sólido, como no caso de Europa, uma das luas de Júpiter. No entanto, dados da NASA indicam que a temperatura da superfície deste planeta varia entre 0 ºC e 40 ºC, o que é suficiente para possuir água no estado líquido.
Outro facto interessante sobre este planeta é que a sua órbita é tão próxima da sua estrela, que se o colocássemos no Sistema Solar, este ultrapassaria Mercúrio, e tomaria o lugar de planeta mais próximo do Sol.
Na notícia da SIC sobre esta descoberta, é referida a incapacidade de o alcançarmos por ele se situar demasiado longe. Ainda é posta a questão desta viagem interestelar apenas ser possível se os eventuais habitantes desse planeta possuírem uma tecnologia muito mais avançada que a nossa. Mas algo me diz que não precisamos de nos preocupar com isso.
A força gravítica de um astro tão grande seria inviável para a vida como a conhecemos. Se vida inteligente se desenvolvesse, na melhor das hipóteses, seria subaquática e completamente minúscula em comparação a nós, devido às extremas forças em acção. Outro facto a ter em atenção é que a estrela deste planeta está a morrer, e as condições nesse sistema não devem ser as melhores. Já para não falar que a luz que recebemos agora tem já vários milhares de anos, por causa da longa distância que tem que percorrer.
Nós como espécie sempre demonstrámos uma certa tendência para nos aniquilarmos, e só temos esse poder há pouco mais de cem anos. Será que mil anos não seria demasiado tempo para uma civilização tão avançada sobreviver?
Até que ponto é a vida inteligente um privilégio para o Planeta? Seremos nós os únicos que não se conseguem entender entre si, ou será isto uma maldição que cai sobre toda a vida em qualquer lugar? Só uma viagem a esta nova baga azul na escuridão do espaço poderia responder a estas, e a outras perguntas.
Friday, April 20, 2007
Estarei vivo?
Será a vida nada mais que um céu? Um Inferno?
Uma estranha espécie de limbo?
Não respiro, não sinto, o meu coração não bate.
Estarei morto?
Se a morte é pensar, falar e agir, o que é viver?
Nada sei, pois não sei responder a esta pergunta.
A vida é uma música que não podemos ensaiar,
Mas se não sei sobre o que cantar,
Como vou viver?
Se a vida é um palco e somos todos artistas,
Estarei morto por não saber actuar?
Se a morte é como a vida, como sei onde estou, ou o que sou?
Porquê o medo? Porquê o desconhecido?
Se o desconhecido é aquilo que se conhece,
Como continua a ser desconhecido?
Nada é nada, e tudo é tudo,
Mas e se tudo for nada, e nada for tudo?
O que acontece?
O meu concerto vai a meio,
Uma corda da minha guitarra parte-se,
Tenho que cantar, mas nada sai da minha voz.
É isto viver? É isto morrer?
Há alguma diferença?
Se não vivesse, onde estava?
Se não morresse, onde estava?
Se...?
Se...?
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