Tuesday, February 07, 2006

Sad Lullabyes

Imagem DR
Believe in me, and I'll believe in you!

Hoje pediram-me para definir o Amor. Não respondi pois não tinham a câmara para filmar. Vou deixar este pormenor de fora, já que a sua relevância é mesmo muito pequena. A verdade é que estava com vontade de escrever um artigo sobre fosse o que fosse, mas o tema falhava-me. Sim, neste meu enorme Universo, “fosse o que fosse” não é um tema.

Por momentos, pensei abordar o tema dos Cartoons do Maomé, mas este tipo de “fosse que foram” vou deixar para aqueles que julgam ter consciência política, ou que não se importam de receber críticas, sejam elas negativas ou positivas. Não é que eu me importe, mas simplesmente não tenho vontade, nem estou num momento de clareza mental propício para me colocar em ambos os lados da questão, e discernir uma opinião plausível e pessoal. Logo, optei por falar de outra coisa. Eu sei que não estou a falar, mas sim a escrever. Mas quem sou eu para contrariar tamanhas tradições milenares?
 
Retomando o assunto com que tentei iniciar este artigo, – sim, já vos vejo a festejar nas vossas cadeiras, "Ele vai finalmente acabar um tema que iniciou, e talvez explicá-lo. Quem sabe, este artigo pode mesmo vir a fazer sentido..." – muitas foram as vezes em que ambicionei escrever um artigo sobre o Amor, mas achei-o sempre muito longo e exigente. Algo que requeresse longas horas de escrita, acabando enfim por ver algo que, de inicio, apenas tinha a finalidade de ser um artigo, transformar-se num livro filosófico e complexo que, no fim, não faria sentido nenhum.

A minha primeira resposta à questão foi que o Amor é algo inexplicável. Por essas, e por outras, não o vou explicar mas vou tentar dar a minha opinião, baseada em algumas músicas e poemas que tenho lido, e ouvido.

O Amor é um jogo que estamos constantemente a perder, mas que em seu nome insistimos jogar, sem nunca desistir – talvez devesse ter escrito isto entre aspas, já que é uma espécie de citação. Nele, procuramos pela felicidade, que muitas vezes temos medo de abraçar, acabando por a perder. É como o póquer, às vezes perdemos, e raramente ganhamos. Mas quando ganhamos...

Não que seja possível ganhar ao Amor. Acho que o objectivo é sentirmo-nos perdidos um no outro, mas também no Mundo. Muitas variáveis entram em jogo, e é isso que o torna complicado.

Tretas, tudo tretas. Posso dizer o quer que seja. Nada fará sentido. A verdade é que ninguém é realmente capaz de definir o Amor, e poucos são aqueles que realmente alguma vez o sentiram.

Talvez não seja a pessoa certa para o definir. Em retrospectiva, nunca o senti, e se não o senti, não o sentiram por mim. Logo, o Amor é algo que nunca vi, é algo que não sei o que é. É aquele misterioso nada ao qual temos que dar uma definição, pois ninguém sabe a sua verdadeira razão. Talvez por influência do nosso constante medo do desconhecido. Talvez pela nossa ambição de decifrar o indecifrável.

Não vale a pena definir o Amor. Ele é o que é, ou melhor, é o que nós fazemos dele. Cada um tem a sua percepção, cada um tem a sua maneira de o sentir. Bem sei que a grande maioria tem uma noção gravemente deturpada dele. Mas aqueles que não a têm, e aqueles que o chegaram a sentir, sabem que não é necessária uma definição. As coisas são como são, e faz-nos sentir bem que assim o sejam. Para quê complicar algo que é simples?

Este artigo nada tem a dizer, sem ser aquilo que foi dito. Não sou professor de Moral, e não quero falar de religião. Vou ficar por aqui. Talvez um dia explique o porquê dos títulos não terem nada a ver com os artigos. Ou o motivo que me leva a começar com uma frase, ou expressão, que nada têm a ver com o tema. Talvez um dia decifre o porquê da existência destas imagens. Pois, talvez.

3 comments:

Afiadora said...

Bem, a verdade é que apesar desta dissertação estar muito comprida, ela é o próprio estímulo de si mesma... Li, gostei do que li (só falta dizer bis)!LOL ;)

Anonymous said...

tipo...sabias k tens mesmo muito jeituh pa escrever?? se naum sbaias estou-te a dixer...nao sei...acho que as coisas ficam no ouvido...tipo...fazes k em kk altura te vais lembrar percebes? muito bom mesmo...vou passar a ca vir e recomendo a todos que façam o mesmo.
bjo

Suntory Time said...

É mesmo. O indecifrável, o indescritível, o Misterioso.

E tem graça teres falado nos cartoons, proque acabei agora mesmo de postar uma cena sobre isso. :P